segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Livro de Filipenses





Filipenses 1:1-26
Introdução
Da prisão, Paulo escreve aos irmãos filipenses um apelo emocionante e encorajador para serem unidos e constantes.
 
Saudação (1:1-2). Paulo não escreve aos seus amigos em Filipos de sua posição como apóstolo, mas sim de sua posição ao lado deles, em jugo como eles no serviço ao Senhor. Suas palavras são para todos  os santos em Cristo Jesus em Filipos -- frisando a importância deles serem unidos na recepção da mensagem que ele está enviando-- mas com ênfase especial nos bispos e diáconos da congregação, cujo trabalho é de ajudar em manter os irmãos unidos e constantes no serviço do Senhor.

Ele lhes deseja graça e paz de Deus; onde essas coisas abundam, a unidade e constância também abundarão.

A oração de Paulo (1:3-11).  Paulo é sempre agradecido por tudo que ele tem recebido do Senhor, e ele vê os irmãos em Filipos como mais uma dádiva de Deus, porque o ajudaram desde o início de seu serviço de evangelização. Ele tem saudades deles "na terna misericórdia de Jesus Cristo" (1:8), mas, ao invés de orar pelo próprio desejo de os ver de novo, ele ora pelo crescimento espiritual deles. Se eles crescerem em amor, com conhecimento e discernimento, Paulo sabe que terá oportunidade de os ver de novo após esta vida, que é mais importante que os ver outra vez nesta vida. O desejo dele é que Deus seja glorificado pelo crescimento frutífero dos irmãos em Filipos.

Pregando Cristo (1:12-18). Paulo não perdeu nenhuma oportunidade para pregar Cristo; mesmo na cadeia, ele estava pregando aos perdidos. Outros, também, estavam pregando. Alguns ficaram animados pelo exemplo de Paulo na prisão e se esforçaram para pregar mais fora da prisão. Outros, talvez egoístas em querer mostrar que o apóstolo não era o único capaz de ganhar almas, estavam pregando zelosamente. Paulo não demonstrou o mesmo caráter daqueles com atitudes erradas. Ele não sentiu inveja deles como eles esperavam. Antes, ele louvou ao Senhor porque Cristo estava sendo pregado. O poder da salvação está na palavra (veja Romanos 1:16); aqueles que procuram a salvação, vão ouvir a palavra da verdade e a seguir, ao invés de seguir os homens que a ensinam.

Vivendo em Cristo (1:19-26). Paulo conhece apenas duas opções: viver como Cristo viveu, ou morrer como Cristo morreu (1:21). Essa é a chave para entender a atitude de Paulo. Porque ele vive como Cristo viveu, ele não se envergonha de estar preso. Sabe que será provado justo no dia do Senhor, assim como Cristo foi provado justo pela ressurreição. Uma vez que ele vive como Cristo, sabe que a morte será para ganhar a recompensa eterna com o Pai. Portanto, o desejo sincero de Paulo é que Cristo seja magnificado no seu corpo, e que sua vida encoraje os irmãos em Filipos. Ele preferiria morrer agora para estar com Cristo. Mas, se a decisão fosse dele, ele escolheria ficar para trás para continuar servindo, ainda na carne, aos seus irmãos, para o bem maior deles e não para o próprio bem dele.
Perguntas para estudo pessoal:
  • Paulo escreveu para "todos os santos". Quem são os santos?
  • Qual será o resultado se os filipenses crescerem em conhecimento e discernimento?

    - por Carl Ballard

Filipenses 1:27-2:30
A Mente de Cristo
A importância da união (1:27 - 2:4). Filipos era uma colônia do Império romano. Os cidadãos viviam como romanos, respeitando as leis de Roma e pagando impostos a César. Eles gozavam da segu-rança e dos benefícios de serem cidadãos romanos, ainda que vivessem a uma grande distância de Roma. Parte da força de Roma era a união de suas colônias através do mundo antigo: todas elas estavam se esforçando juntas pelo bem comum.
 
Semelhantemente, os cristãos filipenses eram uma "colônia" do céu. Quando Paulo escreveu "vivei de um modo digno" (v. 27), ele estava lhes dizendo para "viverem como cidadãos" de sua cidade capital: o céu (veja 30:20). Um cidadão tem que manter um certo perfil. Como o resto do mundo saberia que os filipenses eram romanos? Eles viviam como romanos. Como o mundo saberia que eles eram cidadãos do céu? Eles teriam que viver como santos: em união, amor e serviço. O Império Romano era forte, mas no fim caiu. A unidade da cidadania cristã é parte de "um reino inabalável" (veja Hebreus 12:28).
 
A mente de Cristo (2:5-11). 
Para os santos filipenses servirem bem uns aos outros, deixando seus próprios desejos pelo bem comum de todos os santos, eles teriam que aprender a ser desprendidos. Muitos reinos tinham caído por causa do egoísmo e da ganância. Mas o reino do céu estava estabelecido no serviço desinteressado aos outros. Jesus Cristo -- o próprio Rei -- veio como um servo (vs. 6-7), e serviu a toda a humanidade vivendo sem pecado e morrendo numa cruz. Se Jesus pode humilhar-se para descer do céu e servir os homens, estes podem humilhar-se para descer de seu orgulho e servir os outros.

Realize sua salvação (2:12-16). A salvação é uma dádiva de Deus (veja Romanos 6:23), mas exige uma resposta por parte dos homens para a receberem. Essa resposta é obediência. Paulo encoraja-os a continuarem obedecendo, justo como tinham feito quando ele estava com eles (v. 12). Ele incita-os a obedecer"porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (v. 13). Quando obedecemos a Deus fielmente, ele trabalha em nós para a salvação. A obediência jubilosa e unida dos servos de Deus é "luz" num mundo escuro onde as pessoas vivem com ira e disputa, servindo só a si mesmas.

Vários exemplos (2:17-30). Paulo conclui com três exemplos de serviço desinteressado. Paulo estava feliz (vs. 17-18) por ser "oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé". Timóteo (vs. 19-24) não era como os outros, que "buscam o que é seu próprio" (v. 21), mas queria fazer as jornadas perigosas de ida e volta a Filipos para servir a Paulo e seus irmãos. E Epafrodito (vs. 25-30), "por causa da obra de Cristo chegou às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida". Que Deus ajude todos nós a sermos um exemplo de serviço desinteressado.
 
Perguntas para estudo pessoal:
  • Qual é a resposta de Deus para aqueles que se humilham? (vs. 9-11; veja ambém 1 Pedro 5:5-6).
  • As denominações buscam "União na Diversidade Doutrinária" -- uma tentativa para esquecer as diferenças entre "doutrinas" em favor da "unidade a todo custo". Qual é a diferença entre essa união e a que Paulo prega aqui? diferenças entre "doutrinas" em favor da unidade a todo custo". Qual é a diferença entre essa união e a que Paulo prega aqui?
- por Carl Ballard

Filipenses 3:1-16
Não Confiar na Carne
"No Senhor" (3:1). A chave à nossa alegria deve estar "no Senhor" (v. 1), e não nas nossas próprias obras. Devemos estar buscando "em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça" (Mateus 6:33). Por este motivo, Paulo escreve aos filipenses mais uma vez "as mesmas coisas" que já ouviram dele em Cristo. É nossa segurança no evangelho que continuamos estudando as mesmas palavras do Senhor, ao invés de criar novos e "melhores" credos. Tudo que precisamos para sermos fiéis e piedosos já foi nos dado nas Escrituras (veja 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3; Judas 3). Quando acrescentamos ou tiramos alguma coisa da vontade divina revelada, mostramos que nossa confiança está em nós mesmos e na nossa sabedoria e não na dele.
 
A verdadeira circuncisão (3:2-3). 
Alguns chegaram a filipos ensinando coisas que não faziam parte do evangelho de Cristo. Falaram que os irmãos precisavam se circuncidarem e cumprirem a Lei de Moisés. Paulo explica que a circuncisão verdadeira é do espírito, e não da carne (veja Colossenses 2:11-14). É Cristo quem circuncida nosso coração e espírito quando, pela fé obediente, somos batizados nele. A falsa circuncisão tem ligação com Abraão apenas pela descendência física, mas a verdadeira circuncisão são aqueles que têm a fé de Abraão (veja Gálatas 3:7-14,26-29).

Considerando tudo como perda (3:4-11). Paulo mostra a futilidade de confiar na carne, usando o exemplo da própria vida dele. Se alguém poderia ter confiado na carne, seria Paulo. As coisas que ele conseguiu fazer, como judeu, eram notáveis. Mas, para Paulo, nada disso importava. Ele não somente considerava todas essas coisas perda, mas até as chamou de refugo. Até as maiores coisas que um homem pode conseguir aqui nessa vida não são nada quando comparadas com "a sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus" (v. 8). Paulo considerava tudo refugo para não ser tentado confiar nas coisas que ele tinha feito. Ele sabia que precisava se conformar com Cristo na sua morte (v. 10-11).  Se houver algo que ameaça nos impedir de participar da ressurreição, precisamos considerar tal coisa refugo e jogá-la fora.

Prosseguindo para alcançar (3:12-16). Até o próprio apóstolo Paulo não acreditou que uma vez que ele foi salvo, foi salvo para sempre. Enquanto ele era confiante da sua salvação em Cristo, é óbvio que ele continuou cada dia a fazer o que pôde para prosseguir na luta. Ele não quis perder "o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (v. 14). Se Paulo tinha que batalhar todos os dias, todos os discípulos de Cristo precisam fazer o mesmo. Utilizemos o que já aprendemos em Cristo para nos ajudar a prosseguir cada dia para aprender mais de Cristo e de seu plano eterno para aqueles que o amam!

Perguntas para reflexão:
  • No seu louvor, você faz coisas que não fazem parte do evangelho de Cristo revelado nas Escrituras, ou você está se esforçando para fazer "as mesmas coisas" que Paulo escreveu para os irmãos do primeiro século?
  • Quais coisas que você tem feito -- até educação e profissão-- ameaçam impedir a sua vida eterna com Cristo? Mude e coloque o Senhor em primeiro lugar.
  • Você está prosseguindo para alcançar quais alvos espirituais? Você está progredindo?

    -por Carl Ballard

Filipenses 3:17-4:9
Aplicando as Lições
Um contraste de caráter (3:17- 4:1). Paulo começa aplicando as lições a si mesmo, como um exemplo aos irmãos. Ele os faz lembrar de sua caminhada como cidadão do céu, cujo Deus é o Salvador, com poder para mudar nossos humildes corpos terrestres em outros glorificados (3:21). Ele se contrasta com outros que entraram no meio deles, aqueles que servem a seus próprios desejos e paixões em vez da verdade e poder de Deus. Seu deus "do ventre" não pode dar glória eterna aos seus seguidores, mas pode somente levá-los à "perdição", que é a "glória" do ganho terrestre temporário (3:19). É a esperança de glória celestial que fortalece os fiéis quando os infiéis caem (4:1).

Responsabilidades individuais (4:2-3). A unificação do corpo de Cristo começa num nível pessoal. A igreja se compõe de pessoas que vêm de uma variedade de ambientes, com uma variedade de perso-nalidades e níveis de maturidade. Certa-mente, aparecerão diferenças de opinião entre irmãos. Mesmo o próprio Paulo tinha uma forte diferença de opinião com dois outros discípulos (veja Atos 15:36-41). Mas, se estas diferenças espirituais forem tais que afetem nossa unidade espiritual, elas precisam ser superadas. Nossa tarefa é permanecer unidos para que possamos continuar a luta contra Satanás (veja 1:27-28). Evódia e Síntique são instruídas a superar suas diferenças, pensando "concordemente, no Senhor" (4:2). E, como o "fiel companheiro de jugo" não nomeado (4: 3), aqueles que estão unidos no Senhor deverão trabalhar duramente ajudando aqueles que estão lutando.

Alegria em Cristo (4:4-7). Não é fácil estar contente no sofrimento, mas isto é o que o cristão é chamado freqüentemente a fazer. O cristão que está lutando contra Satanás sofrerá nesta vida (veja 2 Timóteo 3:12). Mas podemos regozijar-nos, não importa quão dura seja a situação, se rego-zijamos "no Senhor". Se simplesmente nos mantivermos perto do Senhor, em oração, e pelo nosso próprio comportamento moderado, até mesmo no sofrimento poderemos conhecer a paz "que excede todo o entendimento" (4:7). Paulo está escrevendo com experiência: lembre-se, foi em Filipos que ele e Silas estavam alegremente cantando hinos a Deus mesmo depois de terem sido espancados e atirados na prisão (veja Atos 16:19-25).

Como pensar (4:8-9). 
Tornar-se um cristão forte envolve uma mudança completa de personalidade, do coração para fora. Para se comportar como um cristão, precisa-se pensar como um cristão. O cristão precisa pensar ativamente, e não passivamente. Paulo diz para deixar que esta coisa "ocupe o vosso pensamento"(4:8). Uma mente ociosa acolherá todo tipo de pensamentos, desde os bons até os maus; mas uma mente ativa trabalhará para controlar-se, detendo-se no que é nobre e bom, deixando fora o que corrompe. Jesus ensinou que, não somente nossos atos, mas nossos pensamentos por trás deles serão julgados no dia final (veja Mateus 5:21-32).

Perguntas para reflexão:
  • Se unidade é estar "no Senhor", o que isto sugere sobre a prática de ficar tolerando diferenças doutrinárias de modo a preservar "a unidade"? (4:2).
  • Quais coisas, na sua prática diária, ameaçam sua capacidade de ocupar sua mente com o que é bom? (4:8).

    - por Carl Ballard

Filipenses 4:10-23
Gratidão e Bênção
Paulo começou sua carta agradecendo a Deus pelos filipenses (1:3). Ele encerra com  agradecimento pessoal aos irmãos.
 
A vida contente (4:10-13). Ao receber ajuda dos filipenses, Paulo se regozija grandemente "no Senhor"(4:10). Mesmo assim, ele explica que seu contentamento vem, não das coisas que ele tem nesta vida, mas em sua relação com o Senhor. O contentamento, nesta vida, é uma atitude aprendida (4:11). Em todas as coisas que Paulo sofreu por amor do evangelho (veja 1:17; 3:4-11; 2 Coríntios 11:23-30), ele aprendeu a manter sua atenção em Cristo (veja também 2 Coríntios 12:7-10). Se aprendemos a ter Cristo como o foco de nossa vida, a nossa circunstância material perderá sua importância (4:12-13).
 
O verdadeiro donativo (4:14-20). Ainda que Paulo não precisasse do donativo deles para ficar contente, assim mesmo ele se regozijou em recebê-lo porque eles participaram da aflição dele (4:14). Eles tinham ajudado a Paulo desde o início, quando ele saiu de Filipos para ensinar em Tessalônica (4:15-16; veja Atos 16:11-17:4 e 2 Coríntios 8:1-5). Agora que tinham oportunidade de ajudá-lo novamente, isso significaria"fruto" para crédito deles (4:17). Eles colheriam ricas recompensas do Pai (4:19). A dádiva deles era um sacrifício pessoal, "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus" (4:18). Não é o objeto do sacrifício que dá a suave fragrância a Deus, mas o coração daquele que faz o sacrifício. Os corações dos filipenses eram suaves para Deus, em seu abundante amor para com Paulo.
 
Essa generosidade é o modelo para os cristãos de hoje. Eles não deram esperando receber bênçãos em retribuição. Não deram porque era algo que "a igreja" exigia. Eles deram com ânimo e de coração, sabendo que sua dádiva estava indo para a divulgação do evangelho e que "Deus ama a quem dá com alegria" (2 Coríntios 9:7).
 
Saudações e bênçãos (4:21-23). Nosso amor genuíno de uns pelos outros e nosso cuidado com a unidade no corpo de Cristo devem compelir-nos a ver uns aos outros assim como Cristo nos vê. Podemos saudar nossos irmão "em Cristo Jesus", se há lutas entre nós? (veja 4:2-3). Temos que humilhar-nos e abandonar nossas diferen-ças pessoais para ajudar uns aos outros chegar ao céu. Isso é exatamente o que Jesus fez por nós (2:5-11).
 
Paulo envia saudações de todos os irmãos que estavam com ele (4:21-22). Os filipen-ses haviam ajudado a levar o evangelho até aqueles da casa de César, que se lembravam deles com amor. Em tudo isto, a graça do Senhor é óbvia. Paulo começou sua carta desejando-lhes a graça do Senhor, e encerra-a com o mesmo desejo (4:23). Onde abunda a graça do Senhor, haverá paz, unidade, e força para superar as tentativas de Satanás a destruir os servos de Deus (veja 2 Coríntios 12:9-10). 
Perguntas para mais estudo:
  • Através de toda a sua carta aos filipenses, Paulo estava agradecido por quais coisas? Pelo que você é agradecido (Qual é o seu foco)?
  • Deus aceita todos os sacrifícios? Como é possível fazer um sacrifício a Deus que não lhe agrada? (Veja Isaías 1:11-14; Jeremias 7:21-23; Mateus 7:21-23; 15:7-9).
  • Se amamos a Deus, qual será nossa atitude para com o povo por quem ele morreu para salvar?
- por Carl Ballard

Fonte: estudosdabiblia.net

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Lição 1 – PAULO E A IGREJA EM FILIPOS





Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplos para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB; Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 1 – PAULO E A IGREJA EM FILIPOS
7 de julho de 2013

TEXTO ÁUREO
"E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Fp 1.9).  Paulo relata aos filipenses que ora por eles (v 4) e qual é o conteúdo dessa oração. A fé cristã encontra expressão no amor cristão e em um procedimento sincero e sem culpa.

VERDADE PRÁTICA
Paulo tinha uma grande afeição pelos irmãos de Filipos; por isso suas orações e ações de graças por essa igreja eram constantes.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 1.1-11

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Introduzir a Epístola aos Filipenses destacando a cidade, a data e o local da autoria.
·         Explicar o propósito, a autoria e os destinatários da epístola.
·         Compreender os atos de oração e ação de graças do apóstolo Paulo.

PALAVRA-CHAVE
Epístola: Cada carta ou lições dos apóstolos às comunidades cristãs primitivas.
COMENTÁRIO

introdução
Neste trimestre, estudaremos a Epístola de Paulo aos Filipenses. Em muitos aspectos, a Carta aos Filipenses é a mais bela carta de Paulo, repleta de ternura, gratidão, calor e afeição. Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal. Filipenses apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências de Paulo. Esta carta foi escrita em circunstâncias difíceis, enquanto o grande apóstolo estava prisioneiro. Diferente de muitas das cartas de Paulo, Filipenses não foi escrita primeiramente devido a problemas ou conflitos na igreja. Sua tônica básica é de cordial afeição e apreço pela congregação. Paulo, embora fosse um prisioneiro, era muito feliz, e incentivava e ainda incentiva seus leitores para sempre se regozijarem em Cristo. A alegria apresentada em Filipenses envolve uma ardente expectativa da iminente volta de Cristo. Tenham todos uma excelente e abençoada aula.

I. INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA
1. A cidade de Filipos. Filipos era uma cidade estratégica pela sua geografia. Ela ficava entre o Oriente e o Ocidente. Era a ponte de conexão entre dois continentes. William Barclay diz que Filipe da Macedônia (pai do grande imperador Alexandre Magno, de quem recebeu o nome) fundou a cidade, que levava seu nome por uma razão muito particular. Em toda a Europa, não existia um lugar mais estratégico. Há aqui uma cadeia montanhosa que divide a Europa da Ásia, o Oriente do Ocidente. Assim, Filipos dominava a rota da Ásia à Europa. Filipe da Macedônia tomou a cidade dos tracianos por volta do ano 360 a.C., na Macedônia oriental, a 16 km do Mar Egeu. Nos dias de Paulo, era uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar. A igreja de Filipos foi fundada por Paulo e sua equipe de cooperadores (Silas, Timóteo, Lucas) na sua segunda viagem missionária, em obediência a uma visão que DEUS lhe dera em Trôade (At 16.9-40). Um forte elo de amizade desenvolveu-se entre o apóstolo e a igreja em Filipos. Várias vezes a igreja enviou ajuda financeira a Paulo (2 Co 11.9; Fp 4.15,16) e contribuiu generosamente para a coleta que o apóstolo providenciou para os crentes pobres de Jerusalém (cf. 2 Co 8-9). Parece que Paulo visitou a igreja duas vezes na sua terceira viagem missionária (At 20.1,3,6)
2. O Evangelho chega à Filipos. A primeira igreja estabelecida na Europa, na colônia romana de Filipos, nos revela o poder do evangelho em alcançar pessoas de raças diferentes, de contextos sociais diferentes, com experiências religiosas diferentes, dando a elas uma nova vida em Cristo. De todas as igrejas que Paulo plantou, essa foi a mais ligada ao apóstolo e a que nasceu num parto de mais profunda dor. Filipe fundou essa cidade para dominar a rota do Oriente ao Ocidente. Alcançar Filipos era abrir caminhos para a evangelização de outras nações. A evangelização e a plantação de novas igrejas exigem cuidado, critério e planejamento. Precisamos usar de forma mais racional e inteligente os obreiros de Deus e os recursos de Deus.
3. Data e local da autoria. Da prisão (1.7,13,14), certamente em Roma (At 28.16-31), Paulo escreveu esta carta aos crentes Filipenses para agradecer-lhes pela sua oferta generosa, cujo portador foi Epafrodito (4.14-19) e para informá-los do seu estado pessoal. Além disso, escreveu para transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de DEUS na sua prisão (1.12-30), para assegurar à igreja que o mensageiro por ela enviado (Epafrodito) cumprira fielmente a sua tarefa e que não estava voltando antes do devido tempo (2.25-30), e para levar os membros da igreja a se esforçarem para conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Após chegar numa cidade gentílica, o apóstolo Paulo dirigia-se a uma sinagoga judaica para evangelizar.

II. AUTORIA E DESTINATÁRIOS
1. Paulo e Timóteo. Há um enunciado formal, enriquecido com significado teológico, pela simples inclusão dos nomes dos homens de DEUS. Timóteo é incluído em face de sua associação com Paulo em seu cativeiro; 2:19-24 deixa bem claro, também, que Timóteo tinha uma ligação especial com os filipenses, e era o emissário de confiança, de Paulo, que brevemente seria enviado a Filipos. O nome dele é mencionado na saudação como abertura para a menção posterior dos planos de Paulo, no capítulo 2. Paulo e Timóteo são chamados pelo título de servos de CRISTO JESUS, para ficar marcado seu senso de responsabilidade, sob a direção de DEUS. Este título denota a autoridade que DEUS lhes deu para falarem e agirem em Seu nome, como Seus genuínos representantes. “Ser um servo, na linguagem religiosa do judaísmo, significava ser alguém escolhido por DEUS” (Lohmeyer, sobre 2:7). “servo de CRISTO JESUS”, que é um sinal de seu senso de autoridade apostólica (cf. 2 Co 10:8), o qual permeia toda a carta. Não há qualquer indicação de que o nome de Timóteo aparece porque ele era o amanuense, ao lado de Paulo, quando a carta foi escrita, como imaginam alguns comentaristas.
2. Os destinatários da carta: “todos os santos”. A comunidade cristã que veio a existir em seguida ao “evangelismo inicial” de Paulo, em Filipos (At 16:12ss.), é descrita como todos os santos em CRISTO JESUS que vivem em Filipos. O plural é intencional, visto que este adjetivo, aplicado aos crentes em CRISTO, é encontrado em referência a um grupo, somente, na literatura do Novo Testamento. A igreja do NT estava bem ciente de seu lugar como sucessora da comunidade sagrada de Israel (1 Pe 2:9,10) e, mui ousadamente, apropriou-se do título de “santos de DEUS” como marca deste destino. Contudo, “santidade” não é piedade fechada, nem distintivo de merecimento. Os crentes são santos em CRISTO JESUS, isto é, mediante sua união com Ele, que os reivindicou como Seu povo, e que se tornou a base de sua nova vida.
3. Alguns destinatários distintos: “bispos e diáconos”. Paulo destaca, para menção especial, os bispos e diáconos. Eles são líderes da congregação filipense, e há muita probabilidade de que a explicação para esta menção, logo ao introito da carta, é que, de alguma maneira eles desempenharam um papel importante na coleta da oferta enviada a Paulo. Será que eles eram conhecidos como “superintendentes e serviçais”, porque desempenhavam estes tipos de serviço na comunidade? Ou será que eles eram oficiais da igreja, no sentido técnico (posteriormente), encontrado nas epístolas pastorais (1 Tm 3)? Outras cartas paulinas fornecem evidências do sentido funcional de seus títulos, por ex.: 1 Tessalonicenses 5:12s.; 1 Coríntios 12:28-31; Romanos 12:6-8. 
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Apesar de Timóteo aparecer como o coautor da carta, a autoria da epístola é do apóstolo Paulo.

III. AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS (1.3-11)
1. As razões pela ação de graças. “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (v.3). A alegria é parte integrante da nossa salvação em CRISTO. É paz e prazer interiores em DEUS Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, e na bênção que flui de nosso relacionamento com Eles (cf. 2 Co 13.14). Os ensinos bíblicos a respeito da alegria incluem: (1) A alegria está associada à salvação que DEUS concede em CRISTO (1 Pe 1.3-6; cf. Sl 5.11; 9.2; Is 35.10) e com a Palavra de DEUS (Jr 15.16; cf. Sl 119.14). (2) A alegria flui de DEUS como um dos aspectos do fruto do ESPÍRITO (Sl 16.11; Rm 15.13; Gl 5.22). Logo, ela não nos vem automaticamente. Nós a experimentamos somente à medida que permanecemos em CRISTO (Jo 15.1-11). Nossa alegria se torna maior quando o ESPÍRITO SANTO nos transmite um profundo senso da presença e do contato com DEUS em nossa vida (cf. Jo 14.15-21; ver 16.14). JESUS ensinou que a plenitude da alegria está intimamente ligada à nossa permanência na sua Palavra, à obediência aos seus mandamentos (Jo 15.7,10,11) e à separação do mundo (Jo 17.13-17). (3) A alegria, como deleite na presença de DEUS e nas bênçãos da redenção, não pode ser destruída pela dor, pelo sofrimento, pela fraqueza nem por circunstâncias difíceis (Mt 5.12; At 16.23-25; 2 Co 12.9).
2. Uma oração de gratidão (vv.3-8). A confiança de Paulo nos Filipenses, baseia-se não somente na boa obra que DEUS efetuou neles, como também no zelo e na abnegação deles em prol da fé (vv. 5,7; 4.15-18). A fidelidade de DEUS é uma bênção perene para o crente fiel, mas ela é ineficaz para com aqueles que resistem à sua graça (ver 2.13; 2 Tm 2.13). Essa é uma carta de gratidão à igreja pelo seu envolvimento com o velho apóstolo em suas necessidades. Essa igreja foi a única que se associou a Paulo desde o início para sustentá-lo (4.15). Enquanto Paulo esteve em Tessalônica, eles enviaram sustento para ele duas vezes (4.16). Enquanto Paulo esteve em Corinto, a igreja de Filipos o socorreu financeiramente (2Co 11.8,9). Quando Paulo foi para Jerusalém depois da sua terceira viagem missionária, aquela igreja levantou ofertas generosas e sacrificais para atender os pobres da Judéia (2Co 8.1-5). Quando Paulo esteve preso em Roma, a igreja de Filipos enviou a ele Epafrodito com donativos e para lhe prestar assistência na prisão (4.18).
3. Uma oração de petição (vv.9-11). Após agradecer a Deus pelos filipenses, o apóstolo passa a rogar a Deus por eles:
a) Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9). A caridade, se procede de CRISTO, deve basear-se na revelação e no conhecimento bíblicos. (1) No NT, "ciência" (gr. epignosis) significa conhecimento espiritual no coração e não simplesmente no intelecto. Trata-se da revelação de DEUS, conhecida experimentalmente, incluindo a comunhão pessoal com Ele e não um simples conhecimento intelectual de fatos a respeito dEle (vv. 10,11; Ef 3.16-19). (2) Logo, conhecer a Palavra de DEUS (cf. Rm 7.1), ou conhecer a vontade de DEUS (At 22.14; Rm 2.18), subentende um conhecimento que se expressa na comunhão, na obediência, na vida e no andar com DEUS (Jo 17.3; 1 Jo 4.8). Conhecer a verdade teológica deve ter como objetivo o amor a DEUS e o livramento do pecado (Rm 6.6). "Em todo o conhecimento" significa o crente discernir o que é bom e o que é mau.
b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v.10). "Sincero" significa "sem nenhuma mistura do mal"; "sem escândalo algum" significa "inculpável" diante de DEUS e dos homens. Tal santidade deve ser o alvo supremo de todo crente, tendo em vista a iminente volta de CRISTO. Somente com um amor abundante, derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 5.5; cf. Tt 3.5,6) e com fidelidade total à Palavra de DEUS, é que seremos "sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de CRISTO".
c) Cheios de frutos de justiça (v.11). Não é só o pecador justificado pela f é em Cristo (v 9) como o “fruto de justifica”, a vida reta que segue, ‘e “mediante Jesus Cristo” através da obra do seu Espírito (Gl 5.22,23), “para a gloria e louvor de Deus”, o Pai. Atuam na santificação dos crentes o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A atitude de ação de graças e petição pela igreja de Filipos é o tema que predomina na introdução da epístola.

CONCLUSÃO

A confiança de Paulo nos Filipenses, baseia-se não somente na boa obra que DEUS efetuou neles, como também no zelo e na abnegação deles em prol da fé (vv. 5,7; 4.15-18). A fidelidade de DEUS é uma bênção perene para o crente fiel, mas ela é ineficaz para com aqueles que resistem à sua graça (ver 2.13; 2 Tm 2.13). Paulo demonstra a importância dos relacionamentos que deve haver entre os irmãos, trazendo a visão dos efeitos que esta união vital dos membros traz à Igreja.
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Paulo e a igreja de filipos


Paulo e a Igreja de Filipos


LIÇÃO 01 - PAULO E A IGREJA EM FILIPOS - 3º TRIMESTRE 2013
(Fp 1.1-11)
INTRODUÇÃO
Neste terceiro trimestre de 2013 estudaremos sobre Filipenses: a humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Abordaremos nesta primeira lição, informações sobre Filipos - importante cidade da Macedônia. Veremos também que foi através de Paulo e Silas que o evangelho adentrou a esta cidade, considerada como o portão de entrada da Europa. Veremos quais os resultados que estes dois bravos missionários obtiveram ao obedecer a direção divina e, por fim, trataremos da epístola endereçada aos filipenses e alguns ensinamentos nela contidos.
I - INFORMAÇÕES SOBRE A CIDADE DE FILIPOS
1.1 Cidade. Lucas nos mostra à cidade de Filipos como a “…primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia…” (At 16.12), o que nos deixa claro que era cidade de grande importância política. Como colônia romana, Filipos tinha autonomia do governo provincial e os mesmos direitos que tinham as cidades na Itália, incluindo o uso da lei romana, isenção de alguns impostos e cidadania romana para seus habitantes (At 16.21).
1.2 Nome. Originalmente conhecida como Krenides “As pequenas fontes” devido ao grande número de fontes que havia em seus arredores, Filipos “cidade de Filipe”recebeu o seu nome de Filipe II da Macedônia (o pai de Alexandre Grande) em 360 a.C. Atraído pelas minas de ouro que havia no local, Filipe conquistou a região no século IV a.C. No século II a.C., Filipos tornou-se parte da província da Macedônia.
1.3 Localização. Filipos ficava localizada na parte oriental da Macedônia, em uma planície a leste do monte Pangeus, entre os rios Estrimon e Nestos. Ficava perto do Gangites, um riacho de águas turbulentas, cerca de 16km distante do mar, constituindo o portão de entrada da Europa. Isso posto, apesar de não ser um porto marítimo, visto que ficava relativamente perto do mar. Lemos acerca de Paulo e seus companheiros que “…navegamos de Filipos…” (At 20.6).
II - COMO O EVANGELHO CHEGOU EM FILIPOS
A primeira exposição da cidade de Filipos ao evangelho é registrada em (At 16.6-40), quando Paulo, em sua segunda viagem missionária, com Silas e Timóteo chegaram lá (At 15.40). A princípio a intenção do apóstolo era ir para Ásia, e depois para Bitínia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo (At 16.6,7). Estando em Trôade, Lucas conta que Paulo teve uma visão, que lhe deu nova rota para sua tarefa missionária (At 16.9). Após esta visão, o apóstolo concluiu que Deus o chamava para ali pregar o evangelho (At 16.10-12). Assim nasceu a igreja cristã no continente europeu.
2.1 Conversões. Após desembarcar no porto da cidade de Neápolis, Paulo dirigiu-se a Filipos e lá anunciou o evangelho (At 16.12). Como era seu costume, primeiro procurava fazer isso nas sinagogas que ali tivessem (At 13.14; At 17.1,2; At 17.10-12). No entanto, Filipos, evidentemente, tinha uma população muito pequena de judeus. Por não haver homens suficientes para uma sinagoga (era exigido dez homens judeus que fossem chefes de família), algumas mulheres devotas se reuniam fora da cidade num lugar de oração, ao longo do rio Gangites (At 16.3). Paulo pregou o evangelho aquelas mulheres e a primeira das mais notáveis conversões foi a de uma vendedora de púrpura chamada Lídia, da cidade de Tiatira (At 16.14). Ela e toda a sua casa receberam o apóstolo e creram no evangelho por ele pregado. É provável que no seu início, a igreja de Filipos tenha se reunido em sua casa (At 16.13-15).
2.2 Libertação. Após as primeiras conversões, às oposições satânicas surgiram na pessoa de uma escrava jovem que possuía um espírito maligno que a concedia a capacidade de adivinhar (At 16.16). Mas, Paulo não querendo nem mesmo um testemunho favorável de origem maligna, expulsou o demônio dela e a jovem foi liberta (At 16.17,18). Isso despertou grande ira por parte dos senhores que obtinham lucros com às adivinhações daquela escrava jovem. Eles então arrastaram Paulo e Silas perante os pretores da cidade (At 16.19,20) e inflamaram o orgulho cívico dos filipenses, alegando que eles eram uma ameaça para os seus costumes (At 16.20,21). Como consequência, os dois missionários foram açoitados e presos (At 16.22-24).
2.3 Milagres. Açoitados, colocados no cárcere interior e com os pés presos no tronco, Paulo e Silas à meia noite, começaram a orar e cantar hinos a Deus (At 16.25). De repente, aconteceu uma intervenção divina. Os dois pregadores presenciaram um grande terremoto que abalou os alicerces da prisão, abriu as portas e desfazendo as algemas dos prisioneiros (At 16.26). O carcereiro que guardava os prisioneiros tentou se matar, mas Paulo se interpôs dizendo-lhe que não fizesse nenhum mal a si mesmo, pois todos os prisioneiros ali estavam (At 16.27,28). Em seguida, lhe pregou o evangelho bem como também a toda a sua casa, e todos creram, e foram batizados (At 16.32-34).
III - INFORMAÇÕES SOBRE A CARTA AOS FILIPENSES
3.1 Autoria. A própria epístola reivindica a autoria paulina (Fp 1.1). Pode-se destacar também algumas evidências internas, que comprovam isso, por exemplo: (1) as referências aos aprisionamentos de Paulo concordam com aquilo que sabemos ser verdade, a cerca dos sofrimentos dele (Fp 1.7); (2) o apóstolo também se refere à sua anterior pregação na Macedônia (Fp 4.15); e (3) Bem como ao fato de que os crentes de Filipos lhe tinham enviado dádivas (Fp 4.10), o que não é um elemento que um forjador tivesse querido incluir, visto que normalmente era costume de Paulo viver independentemente das igrejas, quanto ao aspecto financeiro.
3.2 Data e lugar. A questão da data da escrita da carta aos Filipenses não pode ser separada da questão do local em que ela foi escrita. O ponto de vista tradicional é que esta epístola, juntamente com as outras cartas da prisão (Efésios, Colossenses e Filemom), foi redigida durante a primeira prisão de Paulo em Roma, ou seja, entre os anos 60-63 d.C e enviada por Paulo através de Epafrodito (Fp 2.25). As referências a“guarda pretoriana” (Fp 1.13) e aos “santos… os da casa de César” (Fp 4.22) são fortes evidências internas de que Paulo a tenha escrito de Roma, onde o imperador morava.
As semelhanças entre os detalhes sobre a prisão de Paulo dadas em Atos e nas epístolas da prisão também atestam que ele escreveu quando estava em Roma, por exemplo: (1) Paulo era guardado por soldados (At 28.16; Fp 1.13,14); (2) era-lhe permitido receber visitas (At 28.30; Fp 4.18) e (3) teve a oportunidade de pregar o evangelho (At 28.31; Fp 1.12-14).IV - ENSINAMENTOS PRÁTICOS DA CARTA AOS FILIPENSES
Filipenses se trata de uma carta bastante prática, que contém pouco material histórico (não há citações do Antigo Testamento), porém, contém uma pequena exposição da autobiografia espiritual do apóstolo Paulo, o autor (Fp 3.4-7).
Vejamos ainda alguns assuntos que são abordados nesta preciosa epístola e que estudaremos neste trimestre:
4.1 Alegria apesar dos sofrimentos. Esse tema surge de maneira mais pronunciada nesta missiva do que em qualquer outro dos escritos paulinos. Isso pode nos soar estranho, considerando as circunstâncias adversas sob as quais esta carta foi escrita, pois como já vimos Paulo se encontrava aprisionado, e pairavam sobre ele tão graves ameaças que por certo já pensava num possível martírio (Fp 2.17). Esta carta ficou conhecida como “Epístola da Alegria” pois o termo “alegria” no grego charaocorre cinco vezes (Fp 1.4,25; 2.2,29; 4.1) enquanto que o verbo “regozijar-se” chairoaparece nove vezes (1.18; 2.17,18,28;3.1;4.4,10) e “regozijem-se com” synchairoduas vezes (2.17,18). Paulo responde com alegria à proclamação bem sucedida do evangelho (Fp 1.18) e incentiva os cristãos filipenses a também se alegrarem (Fp 4.4).
4.2 Imitar o exemplo da humildade de Cristo. Havia ainda a necessidade de exortar os crentes de Filipos à unidade e a humildade. Isso levou Paulo a compor sua mais profunda declaração concernente à humanidade de Cristo; à sua missão humana; à sua humilhação; ao seu triunfo em sua missão terrena e à sua exaltação aos lugares celestiais, que redundará em sua supremacia sobre tudo que há na criação (Fp 2.5-11). Os leitores dessa carta estavam sendo exortados a seguir o modelo de servo na pessoa de Cristo (Fp 2.1-4), o qual o apóstolo procurava também reproduzir (Fp 3.17).
4.3 Viver em comunhão e unidade. Paulo continuamente encorajara os cristãos de Filipos a terem o mesmo pensamento (Fp 2.2,14; 4.2). Esta atitude reflete o desejo divino pela unidade do seu povo (Sl 133). Logo, os filipenses deviam manter a unidade, cuidando de sua salvação com reverência e temor (Fp 2.12). Como a nação de Israel eles também deveriam refletir o caráter de Deus e anunciar as boas novas da salvação a um mundo ainda afastado do Senhor, no meio do qual eles deveriam resplandecer como luzeiros (Fp 2.14-16).
4.4 A liberalidade como sacrifício agradável a Deus. O trecho de (Fp 4.10-20) torna esta carta uma “carta de agradecimento”. Os crentes de Filipos, em mais de uma ocasião, em contraste com outras igrejas da época apostólica, haviam enviado alguma oferta a Paulo, a fim de ajudá-lo em suas situações financeiras tão precárias (Fp 4.15). Portanto, aqueles crentes haviam dado o exemplo de como a igreja cristã, em qualquer época, deve interessar-se por suprir ativamente e com alegria às necessidades daqueles que “vivem do evangelho” (II Co 11.8; I Tm 5.18). Paulo considerava a oferta dos crentes filipenses como “cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Fp 4.18), a qual não ficaria sem recompensa (Fp 4.19).
CONCLUSÃO
O evangelho de Cristo pregado por meio de Paulo ultrapassou as fronteiras e chegou a Europa. A cidade de Filipos foi impactada pelo poder do evangelho trazendo conversões, libertação e milagres. Neste lugar, uma igreja fora formada e Paulo lhe tinha em grande estima. Os conselhos paulinos contidos na epístola aos filipenses são preciosos ainda hoje para a Igreja, e o principal deles foi exortar os filipenses a imitar a Cristo como o maior exemplo de humildade.
REFERÊNCIAS
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
  • MACARTHUR, John. Bíblia de Estudo. SBB.
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

quarta-feira, 3 de julho de 2013

LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS E ADULTOS 3º TRIMESTRE DE 2013

Lições Bíblicas  Jovens e Adultos  3º trimestre de 2013 

NESTE 3º TRIMESTRE DE 2013

Filipenses — A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja
Comentarista: Elienai Cabral
Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos
Lição 2: Esperança em meio à adversidade
Lição 3: O comportamento dos salvos em Cristo
Lição 4: Jesus, o Modelo ideal de Humanidade
Lição 5: As virtudes dos salvos em Cristo
Lição 6: A fidelidade dos Obreiros do Senhor
Lição 7: A atualidade dos conselhos paulinos
Lição 8: A suprema aspiração do crente
Lição 9: Confrontando os inimigos da Cruz de Cristo
Lição 10: A alegria do salvo em Cristo
Lição 11: Uma vida cristã equilibrada
Lição 12: A reciprocidade do Amor Cristão
Lição 13: O sacrifício que agrada a Deus
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Tm 2.15)



Pré-aula_Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos. Com professor Caramuru


terça-feira, 2 de julho de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE FILIPENSES

 LUCIANO MILAN



Neste terceiro trimestre estaremos estudando a carta de Paulo aos filipenses, tenho a certeza que o senhor Deus irá nos abençoar profundamente através do estudo sistemático da sua palavra. Pensando nisso quero deixar algumas informações básicas acerca dessa carta que será útil a todos que irão se empenhar em aprender e ensinar os diversos temas que estão registrados nessa carta.
A maioria dos estudiosos concordam que está carta foi escrita pelo Apóstolo Paulo cerca de 61 A.D, durante sua prisão em roma, embora tenha surgido algumas teorias de que essa prisão se deu em Éfeso.
A cidade de Filipenses ( que recebeu esse nome de Felipe da macedônia, o pai de Alexandre, o Grande) era
famosa por suas minas de ouro e sua estratégica localização, transformando-se no portão de entrada da europa.
 Segundo alguns estudiosos era uma roma em miniatura, uma orgulhosa colônia romana, isenta de imposto e,
feita em um modelo como a capital do mundo. Com a conversão de Lídia , a moça escrava e o carcereiro (At 16) Deu-se início o '' berço do cristianismo europeu''.
O propósito de Paulo ao escrever foi, agradecer os filipenses pela oferta que haviam enviado e encorajá-los descrevendo o contentamento que encontrara em Jesus cristo.
Os temas encontrados no decorrer da carta que é composta de quatro capítulos são variados, a saber: contentamento, humildade, unidade, generosidade, alegria.

CONTENTAMENTO
Paulo aprendeu o segredo desta atitude e ensinou aos filipenses. Embora estando preso, ele escreveu está carta aos filipenses com um coração grato pelos irmãos por terem lhe enviado uma oferta generosa.
HUMILDADE
No capítulo dois Paulo mostra aos filipenses a importância da humildade se baseando na vida de cristo, e insisti para que eles façam o mesmo.
ALEGRIA
Nesta epístola paulo destaca que a alegria do crente não depende das circunstâncias externas, porque está arraigada em Jesus cristo, que a dá generosamente.
GENEROSIDADE
Quando analisamos o capítulo primeiro vemos paulo agradecido pela extrema generosidade dos irmãos filipenses ao dizer: '' Em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria por causa da cooperação que vocês têm dado ao evangelho, desde o primeiro dia até agora''. Fp 1.3,4,5 Ver. 4.14,15
UNIDADE
Ele também deseja que a unidade entre os irmãos seja verdadeira, quando vemos os conselhos dados a duas irmãos que viviam em desunião. ''O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no senhor''. Fp 4.2

AMÉM.